quinta-feira, 15 de setembro de 2011

FRASE APARENTEMENTE INOCENTE MAS QUE CAUSA NOJO FÍSICO.

"A Igreja tem que entender que ela tem que entrar nas redes sociais, este é o meu objetivo principal: tocar o jovem." (Pe. Marcelo Rossi)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Vem Kafka comigo.



Essa nova safra de jovens autores combinam entre si, só pode. Ardendo meus olhos na fonte mais rica de coisas de idiota, encontrei o vocábulo BARATA em quatro textos diferentes:


"Sobre a mesa já estão o pãozinho que sobrou de ontem, uma faca e sua caneca com os dizeres “Fator Barata [cockroach factor]: (s.) Termo que descreve a habilidade de sobrevivência de uma pessoa a qualquer tipo de acidente.
Teve gente que foi além e ousou começar o texto com fragmento de artigo que começa assim: 
"Baratas! A nossa sociedade sofre de um grave preconceito contra esses pobres animais. Baratas são exterminadas impiedosamente, única e covardemente por suas aparências."


Hmm, entendo. Prosseguindo:

"Tudo parecia bem, com exceção das baratas que insistiam em forçar a tampa dos bueiros, provocando as explosões em série que atormentavam a cidade havia meses."

Este último conseguiu - UAU! - finalizar com uma sentença diretamente psicografada do líder da Legião Urbana:

"Mas na verdade a culpa era dos ratos, baratas e cupins que, em pleno inverno, migravam via subsolo, diretamente do Planalto Central. E assim, passado o susto de seu exame, Lauro continuou a caminhar entre um bueiro e outro, lembrando-se de comerciais e com a certeza de que viveria ainda muito tempo para ver sob os bueiros da cidade os ratos que vinham de Brasília."

Quando pensei ter visto todas as baratas - estranhando a ausência de alusões ao Kafka - , sou obrigada a coroar o idiota randômico do dia:

"Sei que especialistas dirão que Kafka nunca usa a palavra “barata” no livro, mas os especialistas aqui pouco importam, a tradição dos leitores imortalizou a barata em Kafka. Ela é parte da formação de qualquer amante da literatura. E mais: o importante na leitura de um livro como esse é como ele faz você ver a barata no seu espelho. Em Kafka, a literatura se realiza quando você vê a barata refletida no espelho. Ao final, a barata Samsa morre de tristeza na janela."

Como podem notar, foi impossível não grifar tudo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Idiotas que se valem de defuntos para atenuar a idiotice e obtêm efeito contrário.



O post anterior deu margem para que trouxéssemos mais uma coisa de idiota à tona: citações inoportunas. A Luana Piovani - que sequer sabe empregar vírgulas - insiste em citar, não importa qual seja a situação, pessoas como Mário Quintana, Drummond, Saramago e tantos outros pobres finados que nem podem se defender contra uma safadeza dessa.
Para mostrar que a implicância deveria se tornar preocupação nacional, aqui está:


MARÇO, 2009

ÉPOCA – Dado foi um dos namorados mais ciumentos que você teve?
Luana Piovani –
A julgar pelo que aconteceu... Todo mundo dentro de si tem um lado ruim. Depois que eu li Humano, Demasiado Humano, de Nietzsche (filósofo alemão), comecei a me entender.

Mas antes de começar "Época pergunta e luana responde", deixaram escapar:

"Seu livro de cabeceira, sintomaticamente, é O Homem dos Sonhos, de Tatiana Maciel (editora Agir)."










quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Democracia nem que seja à força!





Sério que você acha o Bolsonaro um fascista? As declarações dele te dão vontade de cometer uma loucura? Você deseja com toda sua força protestar em toda esquina e sacudir a consciência dos transeuntes, esses desinformados, desgraçados de si, conformistas?
É bom mesmo que todos ouçam algumas boas verdades sobre esse sujeito. Você não tem par nesse mundo, hein! Só não resolva discutir malufismo para encorpar o discurso: ninguém vai retuitar uma coisa dessas.

O apelido mais hediondo já visto na região sudeste.





O vídeo acima mostra um dos momentos mais idiotas que um carioca pode oferecer. Prepare seu copo d´água, seu PLASIL® e remova os menores do recinto.

Agora: "Pra ver o sol se pôr/No Arpoador/Pra ver o pôr do sol e o mar/No Arpex." (Dora Vergueiro)


Eu insisto: falar ARPOADOR é tão difícil assim?






Idiota randômico do dia (2)




Parabéns, Ricardo!


"- Ela pediu pra tatuar toda a costa dela! Do pescoço até a cintura!
- Tatuar o que?
- O inferno, cara! O inferno!
- E você?
- Tatuei!
- E?
- Ficou lindo! A coisa mais bonita que eu já fiz!
- Que bacana!
- Bacana nada! A mina queria ir embora!
- Pombas! Claro!
- Claro o cacete! Matei ela! Sair com minha obra-prima!… Pô, por que cê ta me olhando assim! Era o meu inferno! O inferno é meu, moro? O inferno é meu!"

Grifos by Coisas de Idiota

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sobre a intimidade tomada à força: os apelidos mais hediondos da história da humanidade.

Tudo bem chamar Gustavo Kuerten de Guga. Sem problemas em chamar Barack Obama só de Obama (sei que é nome próprio, mas me soa como apelido carinhoso). Não vejo mal algum em se referir a Castro Alves como "Cecéu".
O que realmente não pode: Schummi, Cla L., Buka, rei Roberto e Macca*.






                            Alguém sabe qual é o nome do JÔ, sem apelar para wikipedia?



*Michael Schumacher, Clarice Lispector, Charles Bukowski, Roberto Carlos e Paul McCartney. Se tiver paciência e for idiota o bastante, discuta a pronúncia correta de "Schumacher" ou "Bukowski".

"Cruzar as pernas à la castratti" ou De Abravanel a Pollock.




"Cruze as pernas feito homem. Cruzá-las como se fosse uma secretária ao lixar as unhas não faz ninguém parecer sofisticado (...) e ninguém vai ouvir as suas bobagens, porque todo mundo só vai prestar atenção nas suas pernas e pensar 'Meu Deus, será que além de idiota ele é castrado?' ”. 

Excerto removido do antigo Coisas de Idiota.


Naturalmente, não acredito que o Senor octogenário queira parecer mais artístico ou europeu. Reconheço algo pior por trás dessa imagem: nunca pensei que fosse ver o joelho desse homem tão de perto. Mas o que nos interessa aqui são os comentários que muitos blogs de moda estão fazendo nesse exato momento a respeito dessa foto, sempre com # antes de suas expressões cristalizadas impagáveis, sempre fazendo piadinhas sobre o bronzeado artificial tom terracota, dos motivos tropicais da camisa, da vibe do figurino que retrata o momento zen do artista, de um homem de fibra - herói brasileiro - e de intuição. O post é organizado da seguinte forma: "vamos falar mal da roupa dele primeiro kkkkk e depois dar uma elogiada, porque né?" E temos como produto um texto híbrido que fala mal e fala bem. Mostra que essas pessoas não são vazias, têm sensibilidade e sabem escrever muitíssimo bem a respeito de qualquer ser humano icônico, de Abravanel a Pollock. Encerrando, claro, com mais bipolaridade ainda: a última linha sempre conta com um "adoooro!" ou "Ahaza!".

Não sei se isso é iditioce, mas os termos grifados com certeza são.



sábado, 20 de agosto de 2011

Vestibular de fotografia



Sempre soube que um dia todos nós seríamos irmãos E jornalistas. Pelo visto, antes de 2011 acabar seremos todos irmãos, jornalistas E fotógrafos. Nesse exato momento, milhares de CLIQUES tentarão te convencer de que o cara que segura a câmera - ou a mocinha - está tão por cima, tão bem pago e tão terrivelmente cercado de charme que você vai querer sair correndo... E fazer uma dívida em doze vezes sem entrada e sem dignidade própria.
Se você for capaz de comprar uma bela câmera, naturalmente não resistirá em fazer uma conta no flickr. Feito isso, vai entupir a rede com a sua sensibilidade, seu bom gosto, sua eloquência, vai chamar aquela amiga abrangente e espinhuda para ser sua musa - a qual será posteriormente transformada em BROTO no Photojorge. 
Se você se identifica com tudo isso, parabéns. Você acaba de ser aprovado no vestibular mais concorrido desse país. Enxugue suas lágrimas de emoção e a dos seus pais - estes  dirão aos amigos e parentes que você é publicitário.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Idiota randômico do dia


E o chapéu panamá com fios de ouro e rubrica do profeta Gentileza vai para você!


"Alice é do tipo que bebe e sai ligando pras pessoas. Dia desses, às três da manhã, numa bebedeira com uma galera meio intelectual meio de esquerda que conheceu numa ONG, ligou justo pro ex-namorado que a trocou por outra, também de esquerda, mas de intelectualidade duvidosa. (...)  
Já que não era possível chorar pelo uísque derramado, quis se retratar. Achou melhor mandar um email, uma coisa menos invasiva, pensou. Depois de três dias de espera, já um pouco ansiosa, começou a usar Valeriana 50 miligramas pra dormir melhor. Como a resposta não vinha, o jeito foi incorporar um Valium ao cardápio. Daí, numa noite dessas, resolveu cheirar uma carreirinha de nada, só pra dar um brilho. Não deu um mês e já era uma tamanduá-bandeira profissional, tanto que terminou internada numa clínica de repouso.
Por si só, a história de Alice já seria triste o suficiente. Mas o pior era ter de aturar o discurso da galera da ONG, unânime em afirmar que desde o início a moça parecia deveras desequilibrada.
Cá entre nós, esse povo meio intelectual meio de esquerda acha sempre que está abafando.
Mal sabem eles que de nada adianta estar com a faca e o queijo na mão quando se tem intolerância à lactose."


Grifos by Coisas de Idiota

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Atacar de"

As autobiografias virais estão mesmo à venda. Parece que todo mundo resolveu partilhar experiências pessoais INACREDITÁVEIS, CHOCANTES, SURPREENDENTES E INTERESSANTÍSSIMAS. Acontece que, além de raquéis pachecos e tantas outras, há centenas de personalidades que, não satisfeitas com o dinheiro, fama e poder adquiridos ao longo de muitos anos de bajulação, resolveram "atacar de escritoras". A que detém meu horizonte de preocupação atualmente é a Vera Fischer.
A senhora dispensa apresentações, mas sua obra, não. Vera teve o desplante de publicar "Vera, a pequena Moisi" (importa em que ano?). O diabo é que ela pássa parágrafos descrevendo o apartamento no Leblon, a sessão de fotos em Paris para a Playboy, diz que é Sherazade porque "tem MIL histórias para contar''. Cita doentiamente o Buzz Lightyear de Toy Story e mais uma cambada de gente. Constatei que Oscar Wilde foi eleito para retomar o momento da Vera madura, mulherão, vampirona, sedutora. Quase fiquei inconsciente quando me deparei com "Já os japoneses... tudo bem, eu me emocionei muito quando li Mishima. E Kenzo está aí criando perfumes florais. Nem tudo está perdido! Como diz meu amigo Ronald, 'a culpa é do sushi'".
Não demorará para que Vera resolva atacar de DJ em alguma agitada festa carioca.
Soube que será lançado um novo livro da autora em 2012, intitulado VOLTA POR CIMA. Espero que o mundo acabe antes disso e não por causa disso. 

Oi, pode continuar!

"O pior é que não faço as unhas por opção e ainda levo fama de roedora compulsiva. É claro que não digo isso para as pessoas, prefiro dar um motivo mais nobre, falar que é por causa do pandeiro que estou aprendendo a tocar e tenho de mantê-las sempre bem aparadas. É convincente e ainda saio com ar de pessoa cool. Gosto do original, do intocado e do imperfeito. Entre o saudável e o belo, fico com o primeiro e renuncio só um pouco do meu lado feminino."


Grifos by Coisas de Idiota

Expurgado DAQUI

Nota: "Clube da leitura" é um desses locais onde gente boa se reúne para gritar que AMA poesia.

Prêmio Post mais Idiota de Agosto


Parabéns, JOYCE!!


"No fim de semana passado, no meio do feriadão que passei no Rio, eu resolvi ir almoçar num lugar que há tempos eu queria conhecer: o Braseiro da Gávea.
Estou acostumada a ir todos os dias ao Celeiro almoçar quando estou no Rio. Posso me considerar uma consumidora tipo natureba: gosto de comidas mais orgânicas, leves, cheias de grãos, mais tipo cozinha bem natural.
(...)
Mas voltando ao Braseiro, saí da praia tipo 3 e tanto da tarde e fui para a Gávea. Fiquei na fila – sim, o Braseiro sempre tem fila, qualquer dia e a qualquer hora…
Quando sentamos à mesa, não sabia como me comportar: vi uns espetos com linguiças passando e pensei que talvez fosse tudo prato fixo (...) e o garçom parou na minha frente com aquele espeto enorme e foi colocando uma no meu prato.
Nem titubeei: coloquei molho vinagrete – e a comi todinha. E mais: ganhei outra e também comi a outra. Agora, você, querido internauta, deve estar pensando o que isso tem de tão estranho… A questão é que eu não comia linguiça há uns 20 anos, mais ou menos.
Minha crença numa alimentação saudável – e outras tantas tão chatas quanto – não me permitia.
Acontece que estou vivendo um momento único, de novas sensações, novos desafios, novas realidades. Pois bem: as duas linguiças foram um marco para mim, de libertação, de alegria, de transgressão e felicidade, muita felicidade. Tudo bem que depois voltei pro meu franguinho grelhado
Mas aquelas duas linguiças me mostraram que, agora, os tempos são outros. E eu estou mais feliz."


Grifos by Coisas de Idiota